Ergon Cugler de Moraes Silva (1998) é pesquisador, cientista de dados e autor dos livros “IA Cracia: Como enfrentar a ditadura das Big Techs” e “O fim da realidade: Um mundo fora de nós”. É a primeira pessoa autista a se tornar Conselheiro da Presidência da República, compondo portanto o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) e atuando com foco em inclusão, soberania digital, regulação de plataformas e enfrentamento à desinformação. Reúne 895 produções entre artigos científicos e de opinião, entrevistas, palestras, cartilhas e softwares, com participação no Brasil e no exterior.

Formação e pesquisa científica

É Mestre em Administração Pública e Governo pela FGV EAESP, tem MBA em Data Science Analytics pela USP ESALQ, é Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela USP EACH e Técnico em Mecatrônica pela FORTEC. Possui também uma especialização em Data Science for Social and Business Analytics pela Universitat de Barcelona. É autor de artigos presentes no Material Oficial das Escolas de São Paulo, no Manual Nacional do Professor e em provas de universidades e concursos públicos. Em 2022, foi citado pelo Anuário da Cause como um dos pesquisadores em tendência do ano. Em 2024, publicou o livro "IA-Cracia: Como enfrentar a ditadura das Big Techs" e, em 2025, publicou o livro "O fim da realidade: Um mundo fora de nós". Também desenvolve estudos sobre teorias da conspiração em comunidades digitais, desinformação em saúde e disputas informacionais envolvendo plataformas, sempre com compromisso de transformar evidência em ferramenta concreta para políticas públicas e para a defesa da democracia.

Governo e incidência contra as fake news

Ergon atuou diretamente em frentes estratégicas do Governo Federal voltadas ao enfrentamento da desinformação, com destaque para o trabalho ligado ao Plano Nacional de Imunizações, integrando espaços técnicos de estratégias de resposta a fake news sobre vacinas. Sua atuação envolveu tanto construção de diretrizes quanto articulação com instituições e parceiros, incluindo parcerias com o Conselho Nacional do Ministério Público, a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia e ações orientadas à responsabilização de crimes virtuais e à proteção de políticas públicas de saúde. Um dos resultados foi contribuir para a viabilização de uma estratégia de formação em de 400 mil Agentes Comunitários de Saúde, fortalecendo capacidade institucional e resposta territorial à desinformação, especialmente em temas sensíveis como vacinação. Atualmente, é Conselheiro da Presidência da República no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), levando ao centro do debate nacional pautas de inclusão, neurodiversidade, regulação democrática das plataformas digitais, soberania digital e políticas públicas orientadas por evidências.

Participação, redes e representações

Desde a juventude, Ergon conecta pesquisa, participação social e formação pública. Em 2015, foi eleito para o Parlamento Jovem Brasileiro (Institucional da Câmara dos Deputados), sendo autor do Projeto de Lei do "Pacotaço AntiCorrupção". Atuou nas entidades estudantis e em articulações sociais, levando experiência de base para espaços nacionais e internacionais. Participou do International Forum of Civil Participation em Moscou, representando o Brasil, e foi nomeado Embaixador de Inovação Cívica pela Open Knowledge Brasil. Integra redes e coalizões da sociedade civil ligadas a direitos digitais e enfrentamento da desinformação, representando o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé em espaços como a Coalizão Direitos na Rede (CDR), a Sala de Articulação contra a Desinformação e a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD). Também atua na defesa da neurodiversidade, com trabalho voltado a derrubar barreiras invisíveis em ambientes acadêmicos e profissionais, articulando políticas e inclusão para pessoas autistas.

2013

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Aos 14 anos, aproximou se do movimento estudantil e educacional. Foi eleito presidente do Grêmio Estudantil em sua escola e passou a compor a Diretoria da União Paulista dos Estudantes Secundaristas.

2015

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Aos 16 anos, foi selecionado para o Parlamento Jovem Brasileiro como Deputado Jovem e apresentou, na Câmara dos Deputados em Brasília, o projeto do Pacotaço Anti Corrupção, propondo reverter recursos recuperados de atos de corrupção para investimentos em Educação, Saúde e ações sociais. No mesmo período, participou de mobilizações estudantis em defesa da educação pública.

2017

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Aos 18 anos, foi eleito Diretor da União Estadual dos Estudantes de São Paulo e, mais adiante, integrou a delegação brasileira em Sochi, representando a América Latina no XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.

2019

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Aos 20 anos, como pesquisador da USP, co coordenou e acompanhou mais de 60 graduandos em projetos de pesquisa e extensão universitária, resultando em mais de 120 materiais e subprodutos elaborados coletivamente, combinando pesquisa aplicada, formação e impacto público.

2021

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Aos 22 anos, em meio a demandas profissionais e de pesquisa, viveu em La Paz, na Bolívia, e retornou a Moscou para representar o Brasil no International Forum of Civil Participation. Também passou por experiências acadêmicas em consórcio internacional, ampliando redes e formação.

2023

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Aos 24 anos, como pesquisador CNPq na FGV, defendeu a dissertação Desinformação em nível de rua: como Agentes Comunitários de Saúde lidam com hesitação vacinal dos cidadãos. No mesmo período, viveu em Buenos Aires em meio a demandas acadêmicas e publicou em eventos científicos internacionais, incluindo o 27th World Congress of Political Science e a International Conference on Theory and Practice of Electronic Governance.

2025

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Aos 26 anos, consolidou atuação no Governo Federal em frentes de enfrentamento à desinformação ligada ao Plano Nacional de Imunizações, com destaque para estratégias de comunicação, articulação institucional, parcerias com órgãos nacionais e fortalecimento de capacidades no território por meio de formação de Agentes Comunitários de Saúde. Tornou se Conselheiro da Presidência da República no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, com foco em inclusão, soberania digital e regulação democrática de plataformas.

Cresci em Praia Grande (SP) vendo a minha mãe, agente comunitária de saúde, bater de porta em porta. Eu via o cuidado virar rotina. Via a vulnerabilidade ter nome e endereço. E aprendi cedo que servir à comunidade não é discurso, é prática.

Quando eu me mudei para São Paulo para estudar na USP, eu conheci um Brasil que muita gente prefere não enxergar. Morei de favor. Passei fome. Pedi moedas no metrô para conseguir chegar às aulas. Eu não falo isso para virar personagem. Eu falo porque isso explica por que eu nunca tratei educação como símbolo, e sim como sobrevivência.

Foi a universidade pública que me deu a primeira fresta real de futuro. O estágio na Prefeitura, com R$ 690,00 por mês, parecia uma vitória impossível. Mas o que segurou meu corpo em pé foi o Restaurante Universitário, garantindo as refeições quando eu não tinha de onde tirar. O que impediu minha evasão foi política pública concreta. Auxílio permanência, passe livre, bolsas de pesquisa. Coisas simples no papel, gigantes na vida.

Eu recebi meu diagnóstico de autismo já adulto. Não foi rótulo, foi chave. Foi entender meu neurodesenvolvimento, reorganizar expectativas, e transformar aquilo que sempre esteve em mim em potência. Foi também enxergar que inclusão não é favor. É direito. E que representatividade não é vitrine. É presença real onde as decisões são tomadas.

Eu sou testemunha de uma verdade que não cabe em slogan. Educação coloca comida no prato. Educação dá dignidade. Educação devolve o amanhã. E quando o amanhã volta, ele não volta só para uma pessoa. Ele puxa junto todo mundo que veio do mesmo lugar.

É por isso que eu sigo. Porque eu já vi o que a falta de política pública faz. E eu já vivi o que a política pública bem feita é capaz de mudar. Hoje, quando eu falo de desinformação, plataformas e soberania digital, eu não estou falando de abstração. Eu estou falando de vida cotidiana, de serviços públicos, de território, de futuro.

Eu não cheguei até aqui para ser exceção. Eu cheguei para abrir passagem.

Estamos só começando.